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domingo, 8 de junho de 2014

O tempo

O tempo age como corrosivo,
Dilacera a jovialidade presente,
Amalgamando o futuro aparente.

Há eventos independentes,
A nossa insignificante vontade.
Que nos guiam para o vindouro.

A futura realidade se apresenta,
Como algo intangível, distante,
E num piscar de olhos, já é presente.

O presente de hoje, é o passado de amanhã,
E neste verdadeiro anacronismo vão,
Somos reféns da dimensão do tempo.

Amizade

O sentimento verdadeiro,
Uma troca incessante de amor,
Nada se espera de volta,
Além, de o simples doar,
 Da companhia prazerosa,
Em momentos ímpares,
A saudade que toca o coração,
Quando se ausenta.
Assim é a amizade,
É amor, companhia e saudade.

sábado, 3 de maio de 2014

ALDRAVIAS - DIVERSAS

Nasci...
Lutei...
Aprendi...
Vivi....
Venci...
Morri...

Versos,
Espúrios.
Fluem,
Completamente,
Sentimento,
Puro.

Gaúcho,
Continentino,
Livre.
Amor,
Pela,
Querência!

Estrada,
Pedregosa,
Jornada,
Dificultosa,
Resultado,
Vitorioso.

Emoção,
Fluindo,
Sentimento,
Latente,
Criação,
Fecunda.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

MÃE


Ventre divino e abençoado,
Doce e seguro abrigo encantado,
Carinho, ternura e vida,
Amor e entrega incondicional,
Sentimento puro e real,
Onde os mais sinceros anseios,
Encontram abrigo e afago,
Nos teus abraços amorosos.

E nas simples cantigas de ninar,
Sentir o prazer tenro de amar,
Nestas simples linhas escritas,
Poder manifestar o expressar,
A bondade e o carinho.

Mãe! Palavra singela,
Termo simples de grafar,
Mas extremamente complexo,

Na refinada arte de amar.

Poesias

Cerro os olhos para voar,
Fico completamente imóvel,
Deixando a percepção falar,
É como se a alma saísse do corpo,
E vagasse sem um rumo, a deriva.
Na busca ansiosa por mundos intocados,
Realidades a descobrir,
E emoções a sentir.



As horas passam devagar,
Quando o coração,
Está a angustiar.
Lembro-me da doçura,
Das palavras que proferia,
Do carinho e da ternura,
Do seu beijo e simpatia.
Em cada palavra minha,
Há um desejo oculto por você.


segunda-feira, 21 de abril de 2014

Páginas ignoradas dos livros


Nas páginas ignoradas dos livros,
Faz morada o caminho,
A estrada tortuosa da sabedoria.
Enclausurada em folhas de papel velho,
No mundo reinante da fantasia.

Palavras esparsas ao vento,
Retratam fidedignamente o tormento,
Das mentes abaladas pela magia,
Da ciência, da religião e da filosofia.

Os livros nos dão a preciosa chance,
De dialogarmos francamente sem nuances,
Com seus extraordinários autores,
Extraindo o essencial dos seus pensamentos,
Uma linha tênue entre alegrias e tormentos.

Não se pode mensurar a relevância,
Tampouco ignorar as diversas competências,
Que firmemente corroboram uma obra,
E a tornam verdadeiramente incontornável.

Incontornável também é a importância,
Das composições sublimes encontradas,
Sob a égide uniforme das argumentações engendradas. 

POETRIX

Amar...

O amar,
Inebria o pensar,
Fazendo-nos flutuar...

Jornada

Uma luz no horizonte,
Um caminho que se abre,
É a trilha a seguir!

Juntos

Eu e você!
Juntos enfim,
Duas flores no jardim.

Amargura

O impacto profundo,
Amargurou o meu peito.
Será que tenho jeito?

Querida

Meu anjo querido,
Desejo-te...
Eternamente ser seu.

A Pampa

O verde das paisagens,
Ornamenta o pensar,
Como não posso poetizar?

Livro

Páginas ricas,
Amontoados de palavras,
Sabedoria encontrada!

Rio

Doce leito a irrigar,
Vida à abundar,
Bem comum a preservar.

Solidão

O estado de espírito,
A paz que circunda,

O Eu que medita.

domingo, 13 de abril de 2014

Céus Negros


E aquelas luzes a cortarem os céus negros,
Atravessando o firmamento, até onde a vista alcança.
Deixam rastros no lábaro da lembrança.
E um verdadeiro frisson na mente.

Um espetáculo intenso e belo por natureza,
Que mexe profundamente com o ser,
Pulsando a emoção pura sem temer,
O vil desconhecido ante os olhos ávidos.

O horizonte profundo e completamente escuro,
Esconderijo sagaz de nossos medos recônditos,
Trás a tona a sensação do infinito,
E o doce medo de mergulhar no precipício.

Temos uma percepção superficial e macro cósmica,
Ignoramos a composição elementar da matéria,
Nossos olhos ignoram a veraz essência,
Mantendo oculta a verdadeira clarividência.