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quinta-feira, 25 de abril de 2013

As Estrelas e a Lua






Sobre as nossas insignificantes cabeças,
A magnitude inimaginável do céu,
Astros luminosos à milhas de distâncias,
Fazem-se notar como pingos lampejantes,
No abarcador manto negro da noite.
A lua cheia, vestida de prata reluzente,
Clareia a escuridão intimidante,
E emoldura a bela obra da natureza.
(Daniel Marin)

terça-feira, 16 de abril de 2013

Um novo dia para recomeçar





Aquele sol tímido na manhã de neblina,
Anunciando um dia de novos começos,
Tocava a pele sem maiores intenções,
E ficava roçando ali à surdina,
O bonito revoar das aves nas manhãs,
Anuncia o recomeço que está por vir,
E não tarda a esperar o dia que vem,
Com o sabor gostoso das maduras maças,

Este é um novo dia para recomeçar,
Sair pelas estradas da vida a passear,
Sem horário ou compromisso para voltar,

E entre as voltas e recomeços buscamos,
Sempre o melhor em cada momento,
Por mais sutil e despercebido que pareça,
Há sempre vívida a esperança que alimentamos,
De nos encontrarmos com os pensamentos,
Nas esquinas desta vida passageira,
Nada como um novo dia para a alegria voltar,
E desvendar esta doce viagem, de encantos. - (Daniel Marin)

domingo, 14 de abril de 2013

Na primeira curva

Na primeira curva some da vista,
Nem o ínfimo rastro é notado,
No pó ardil e pegajoso do estrado,
Onde passou sutil, na conquista.

O seu cheiro impregna o ar envolta,
Odores de saudade e paixão exalados,
Avistam novos horizontes moldados,
Dominando o inócuo ambiente de revolta.

O vento infeliz, sem trégua alguma,
Dissipa pouco a pouco toda a bruma,
E faz-me navegar seguro na escuna.

Vencendo a abrupta curva a frente,
Desvendando pouco a pouco a gente,
E saciando-me neste manancial emergente.
(Daniel Marin)

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Você me faz ver estrelas



Em cada pequeno espaço de céu,

Há bilhões e bilhões de astros luminosos,

Nossos olhos detêm-se na vã superficialidade,

Negando a essência coberta pelo véu,

E ocultando incontáveis pontos pulsantes,

No firmamento negro.



Porém quando o brilho do seu olhar,

Vívido!

Encontra o meu,

Há um verdadeiro eclipse oculto,

E nesses olhares entrecruzados,

As estrelas são cúmplices.



Cúmplices e coadjuvantes,

Do sentimento que aflora sagazmente.

Imergido numa intensidade fugaz.

E absoluta.

Enclausurada nesta superfície sublunar,

Vigiada lá do alto pelas brilhantes estrelas.
(Daniel Marin)