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sexta-feira, 21 de março de 2014

Nossa Viagem

Uma lágrima cristalina escorre pela sua pele suave...
Percorrendo um caminho longo e arriscado,
O mesmo caminho que percorremos juntos,
Nesta viagem sedutora e de destino incerto,
Lado a lado, de mãos dadas caminhamos,
E a cada novo passo somos surpreendidos,
E pegos totalmente de assalto,
Por sensações saborosas de amor e amizade,
Companheiras inseparáveis de nós.
Quanta saudade de você, quando não está,
Onde o tempo longe se torna algo aterrador,
Inimigo cruel destas duas almas unidas,
Que se entrelaçam em amores e carinhos.

segunda-feira, 10 de março de 2014

As palavras



"A intensidade das palavras não pode medir o pulsar do coração, nem mesmo quantificar o sentimento, matematizando-o.  Por mais que tentemos tenazmente o fazê-lo, é praticamente impossível lograr êxito nesta vã empreitada. Mas por fim recorremos às palavras para ensejar sermos compreendidos concisamente. Elas são mensageiras, daquela força interior que ferve e mexe com os sentimentos mais profundos.  E nos regozijam com a sua capacidade de impávida beleza, em retratar o que o pensamento sonha, sente e deseja. Fazendo-o viajar para longínquos mundos, longínquos lugares, onde o corpo nem em sonho poderia alcançar e as leis físicas regentes do Universo impossibilitariam de se realizar. Quanta sutileza nos versos bem delineados das poesias, nas linhas compassadas e milimetricamente rimadas dos sonetos, nas histórias e estórias vorazes e intrigantes dos livros que habitam as bibliotecas e as cabeceiras das camas das pessoas pelo mundo todo. E a transbordante emoção propiciada por composições inspiradoras e intrigantes, que fazem parte de nossa vida cotidiana. Indelevelmente as palavras caminham lado a lado com o nosso espírito vagante, migrando de realidade para realidade e de fantasia para fantasia, num sutil piscar de olhos, em com em um extasiante dejavù; temos então a doce sensação de termos experimentado tão exitosa experiência. As palavras têm um poder avassalador, uma representatividade importante e carregam em cada ínfimo pedaço seu, uma mensagem sublimar ou escancarada, dos mais distintos sentimentos. "

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Ah! Saudade.




Ah! A saudade que mata a cada instante,
Feito clava que açoita o peito sem dó,
Levando todo o sentimento degradante,
Para o desterro e o sofrimento só,

Ah! Aquela saudade enlouquecedora,
Leva-me a loucura ao devaneio total,
Nas vias improváveis e alucinadoras,
De uma realidade imaginária sem igual.

Ah! Saudade, doce sensação de sentir,
Em suas mais recônditas entranhas,
Esconde lembranças do puro devir,
Inebriado em alucinações estranhas.

Ah! Saudade, o que mais dizer,
Se as palavras não retratam o pulsar,
A verdadeira essência do querer,
Traduzida na entrelinhas do pensar.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Abismos na jornada


Há indubitavelmente abismos,
Que se sucedem um após o outro,
Na espreita, a espera de sucumbirmos,
Abismos em nossa frente,
Abismos em nosso lado,
E como no voo livre,
Do pensamento alado,
Somos desafiados continuamente,
A superá-los.

Nem sempre se alcança a vitória,
Por vias fáceis.
A luta a entrega faz parte desta história.
O caminho é permeado por percalços,
Acontecimentos e eventos inesperados,
Que podem surpreender o peregrino,
Na sua jornada.

Entretanto é de real valia,
Manter o foco, não relegar a meta,
Mesmo diante de obstáculos,
Personificados sob a forma de monstros,
Indomáveis.
E acreditar fidedignamente na sua capacidade,
De reinvenção e suplantação das dificuldades.

Desejos ocultos

Somos escravos de nossos desejos mais ocultos,
Verdadeiros zumbis, ávidos por satisfazê-los,
A espreita da oportunidade propícia e letal,
Aonde a circunstância vem ao encontro do desejo.

 E esses desejos fielmente enclausurados,
Ficam à surdina a espera, para enfim desabrocharem,
Tomando proporções, deveras avassaladoras,
Tolhendo à própria vontade de suprimi-lo.

E este turbilhão, revelador absoluto da escuridão,
 Desconhece regras ou preceitos cerceadores,
 Ignora por completo a lógica estabelecida,
E domina como uma moléstia o espírito da pessoa.

Não se pode controlar o dito incontrolável,
Qualquer afirmação neste vago sentido,
Soa como algo infundado e desprovido de significância,
Na realidade o que resta é a veleidade de cada um.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Pensamentos nossos




Em cada retalho de nossa existência,
Encontra-se arraigada uma fração dos pensamentos,
Personificados pelos nossos atos,
Pensamentos estes que representam,
A vivência do eu interior.
E que mergulham nos abismos mais obscuros,
Da imaginação humana.
Nada, nada se compara ao encontrado nestas profundezas,
Onde somente a alma absorta pode atingir.
E num ato contemplativo absoluto,
Maravilhamo-nos com este impávido colosso de emoções.
Não se pode mensurar a frequência e a intensidade,
Da puríssima abstração em que nos envolvemos.
Pelo contrário, transbordam sentimentos variados,
Compositores todos eles,
Desta realidade que vivenciamos dia a dia.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O espírito do Natal



 
O consumismo exacerbado marca o natal,
A ostentação da riqueza define a felicidade,
E o ser humano refém deste panorama,
Aliena-se dentro do seu próprio invólucro.

Vende-se a ideia de realização absoluta,
Dada pelo poder de compra das pessoas,
E a sórdida instigação e obrigação sagaz,
Em comprar, comprar... e comprar.

Põe-se a margem o sentimento nobre,
Da partilha, da união, da comunhão,
Do encontro das pessoas e da reflexão,
Em detrimento da felicidade efêmera.

Não se pode negar a relevância da economia,
Importantíssima nesta contemporaneidade,
Motor primevo desta sociedade tecnológica,
Mas carente de valores sentimentais de vida.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Nossos momentos

















No mar sereno temos nossos momentos sublimes,
As ondas tranquilas a roçarem as areias acomodadas.
Somadas a leveza da brisa que cerceia a praia toda,
Reside a verdadeira fantasia do devir absoluto.
Da beleza do estar vivo e contemplar o natural,
Poder sentir a flor da pele esta emoção sem igual,
E ímpar que o mundo nos propõe.
Personificando cada curto espaço de tempo,
Em único e absolutamente eterno,
Efêmero, volátil e imensurável,
Mas ao mesmo tempo eterno.
Eterno em nossas mentes.