"Onde houver dogmatismo e radicalidade; o desenvolvimento, o conhecimento e a civilidade atrofiam a ponto de perecerem por inanição." (Daniel Marin).
Pesquisa
quinta-feira, 28 de junho de 2018
Kosmo, ordem & desordem
Sobre o céu iluminado,
Paira o infinito estrelado,
Milhões de astros a brilhar,
São pontos cintilantes a encantar.
A névoa das nebulosas,
Traz mistério as mentes curiosas,
Sua composição gaseificadora,
Reluz a luz do olhar aterradora.
Que segredos galácticos subjazem,
Realidades físicas frias contundentes,
Ou algo incognoscível e surpreendente?
O impávido Cosmo prenuncia ordem,
Mas nas agruras da sua realidade,
Impera a mais rebuliça desordem.
domingo, 31 de agosto de 2014
nossos detalhes
A moeda lançada ao vento,
Prenúncio de um iminente tormento?
Ou apenas o sutil desapego do avarento?
O riso espontâneo presente,
Dos lábios sutis se recente.
A expressão pura e latente!
O infinito misterioso do céu,
Traz sensação doce como o mel,
Numa áurea
sombria, um véu.
Cada palavra pronunciada,
Pavimenta o caminho, a estrada,
Das ideias presentes e regradas.
Os retalhos ínfimos nos compõem,
Pedaços estáticos dispõem,
De realidades diversas que se contrapõem.
sábado, 2 de agosto de 2014
Olhos Tristes
Com os olhos tristes fitava o horizonte,
Todo aquele sentimento impaciente,
Aturdia a vil alma completamente,
Que silenciosa jazia atrás do monte.
Morto por dentro sem nada a oferecer,
Não restava um ínfimo pedaço feliz,
Apenas ficaram profundas marcas a cicatriz,
De um espírito combalido prestes a adoecer.
A agonia aprazia todo aquele momento,
Nem se quer havia possibilidade de sentir,
O verdadeiro pulsar da vida a emergir.
Apenas o vento, como fiel testemunha,
Permanecia constante roçando a colina,
Trazendo novas emoções a cada matina.
Pessoas
A verdade sobre alguém é incerta,
E como o vento a soprar aleatoriamente,
Não se pode asseverar o conhecimento real.
O âmago de uma pessoa em absoluto.
É um rio livre a fluir pelas planícies.
E despejar suas águas caudalosas,
Num mar de emoções e sensações,
Compositoras de um sincretismo total.
domingo, 8 de junho de 2014
O tempo
O tempo age como corrosivo,
Dilacera a jovialidade presente,
Amalgamando o futuro aparente.
Há eventos independentes,
A nossa insignificante vontade.
Que nos guiam para o vindouro.
A futura realidade se apresenta,
Como algo intangível, distante,
E num piscar de olhos, já é presente.
O presente de hoje, é o passado de amanhã,
E neste verdadeiro anacronismo vão,
Somos reféns da dimensão do tempo.
sábado, 3 de maio de 2014
ALDRAVIAS - DIVERSAS
Nasci...
Lutei...
Aprendi...
Vivi....
Venci...
Morri...
Versos,
Espúrios.
Fluem,
Completamente,
Sentimento,
Puro.
Gaúcho,
Continentino,
Livre.
Amor,
Pela,
Querência!
Estrada,
Pedregosa,
Jornada,
Dificultosa,
Resultado,
Vitorioso.
Emoção,
Fluindo,
Sentimento,
Latente,
Criação,
Fecunda.
quinta-feira, 1 de maio de 2014
MÃE
Ventre divino e abençoado,
Doce e seguro abrigo encantado,
Carinho, ternura e vida,
Amor e entrega incondicional,
Sentimento puro e real,
Onde os mais sinceros anseios,
Encontram abrigo e afago,
Nos teus abraços amorosos.
E nas simples cantigas de ninar,
Sentir o prazer tenro de amar,
Nestas simples linhas escritas,
Poder manifestar o expressar,
A bondade e o carinho.
Mãe! Palavra singela,
Termo simples de grafar,
Mas extremamente complexo,
Na refinada arte de amar.
Poesias
Cerro os olhos
para voar,
Fico completamente
imóvel,
Deixando a
percepção falar,
É como se a alma
saísse do corpo,
E vagasse sem um
rumo, a deriva.
Na busca ansiosa
por mundos intocados,
Realidades a
descobrir,
E emoções a
sentir.
As horas passam
devagar,
Quando o coração,
Está a angustiar.
Lembro-me da
doçura,
Das palavras que
proferia,
Do carinho e da
ternura,
Do seu beijo e simpatia.
Em cada palavra
minha,
Há um desejo
oculto por você.
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Páginas ignoradas dos livros
Nas páginas ignoradas dos livros,
Faz morada o caminho,
A estrada tortuosa da sabedoria.
Enclausurada em folhas de papel velho,
No mundo reinante da fantasia.
Palavras esparsas ao vento,
Retratam fidedignamente o tormento,
Das mentes abaladas pela magia,
Da ciência, da religião e da filosofia.
Os livros nos dão a preciosa chance,
De dialogarmos francamente sem nuances,
Com seus extraordinários autores,
Extraindo o essencial dos seus pensamentos,
Uma linha tênue entre alegrias e tormentos.
Não se pode mensurar a relevância,
Tampouco ignorar as diversas competências,
Que firmemente corroboram uma obra,
E a tornam verdadeiramente incontornável.
Incontornável também é a importância,
Das composições sublimes encontradas,
Sob a égide uniforme das argumentações engendradas.
POETRIX
Amar...
O amar,
Inebria o pensar,
Fazendo-nos
flutuar...
Jornada
Uma luz no
horizonte,
Um caminho que se
abre,
É a trilha a
seguir!
Juntos
Eu e você!
Juntos enfim,
Duas flores no jardim.
Amargura
O impacto profundo,
Amargurou o meu peito.
Será que tenho jeito?
Querida
Meu anjo querido,
Desejo-te...
Eternamente ser seu.
A Pampa
O verde das paisagens,
Ornamenta o pensar,
Como não posso poetizar?
Livro
Páginas ricas,
Amontoados de palavras,
Sabedoria encontrada!
Rio
Doce leito a irrigar,
Vida à abundar,
Bem comum a preservar.
Solidão
O estado de espírito,
A paz que circunda,
O Eu que medita.
domingo, 13 de abril de 2014
Céus Negros
E aquelas luzes a cortarem os céus negros,
Atravessando o firmamento, até onde a vista alcança.
Deixam rastros no lábaro da lembrança.
E um verdadeiro frisson na mente.
Um espetáculo intenso e belo por natureza,
Que mexe profundamente com o ser,
Pulsando a emoção pura sem temer,
O vil desconhecido ante os olhos ávidos.
O horizonte profundo e completamente escuro,
Esconderijo sagaz de nossos medos recônditos,
Trás a tona a sensação do infinito,
E o doce medo de mergulhar no precipício.
Temos uma percepção superficial e macro cósmica,
Ignoramos a composição elementar da matéria,
Nossos olhos ignoram a veraz essência,
Mantendo oculta a verdadeira clarividência.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Nossa Viagem
Uma lágrima cristalina
escorre pela sua pele suave...
Percorrendo um caminho
longo e arriscado,
O mesmo caminho que
percorremos juntos,
Nesta viagem sedutora e de
destino incerto,
Lado a lado, de mãos dadas
caminhamos,
E a cada novo passo somos surpreendidos,
E pegos totalmente de
assalto,
Por sensações saborosas de
amor e amizade,
Companheiras inseparáveis
de nós.
Quanta saudade de você,
quando não está,
Onde o tempo longe se
torna algo aterrador,
Inimigo cruel destas duas
almas unidas,
Que se entrelaçam em
amores e carinhos.
segunda-feira, 10 de março de 2014
As palavras
"A
intensidade das palavras não pode medir o pulsar do coração, nem mesmo
quantificar o sentimento, matematizando-o.
Por mais que tentemos tenazmente o fazê-lo, é praticamente impossível
lograr êxito nesta vã empreitada. Mas por fim recorremos às palavras para
ensejar sermos compreendidos concisamente. Elas são mensageiras, daquela força
interior que ferve e mexe com os sentimentos mais profundos. E nos regozijam com a sua capacidade de
impávida beleza, em retratar o que o pensamento sonha, sente e deseja.
Fazendo-o viajar para longínquos mundos, longínquos lugares, onde o corpo nem
em sonho poderia alcançar e as leis físicas regentes do Universo
impossibilitariam de se realizar. Quanta sutileza nos versos bem delineados das
poesias, nas linhas compassadas e milimetricamente rimadas dos sonetos, nas
histórias e estórias vorazes e intrigantes dos livros que habitam as
bibliotecas e as cabeceiras das camas das pessoas pelo mundo todo. E a
transbordante emoção propiciada por composições inspiradoras e intrigantes, que
fazem parte de nossa vida cotidiana. Indelevelmente as palavras caminham lado a
lado com o nosso espírito vagante, migrando de realidade para realidade e de
fantasia para fantasia, num sutil piscar de olhos, em com em um extasiante
dejavù; temos então a doce sensação de termos experimentado tão exitosa
experiência. As palavras têm um poder avassalador, uma representatividade
importante e carregam em cada ínfimo pedaço seu, uma mensagem sublimar ou escancarada,
dos mais distintos sentimentos. "
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Ah! Saudade.
Ah! A saudade que mata a
cada instante,
Feito clava que açoita o
peito sem dó,
Levando todo o sentimento
degradante,
Para o desterro e o
sofrimento só,
Ah! Aquela saudade
enlouquecedora,
Leva-me a loucura ao
devaneio total,
Nas vias improváveis e alucinadoras,
De uma realidade
imaginária sem igual.
Ah! Saudade, doce sensação
de sentir,
Em suas mais recônditas
entranhas,
Esconde lembranças do puro
devir,
Inebriado em alucinações
estranhas.
Ah! Saudade, o que mais
dizer,
Se as palavras não
retratam o pulsar,
A verdadeira essência do
querer,
Traduzida na entrelinhas
do pensar.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Abismos na jornada
Há indubitavelmente abismos,
Que se sucedem um após o outro,
Na espreita, a espera de sucumbirmos,
Abismos em nossa frente,
Abismos em nosso lado,
E como no voo livre,
Do pensamento alado,
Somos desafiados continuamente,
A superá-los.
Nem sempre se alcança a vitória,
Por vias fáceis.
A luta a entrega faz parte desta história.
O caminho é permeado por percalços,
Acontecimentos e eventos inesperados,
Que podem surpreender o peregrino,
Na sua jornada.
Entretanto é de real valia,
Manter o foco, não relegar a meta,
Mesmo diante de obstáculos,
Personificados sob a forma de monstros,
Indomáveis.
E acreditar fidedignamente na sua capacidade,
De reinvenção e suplantação das dificuldades.
Que se sucedem um após o outro,
Na espreita, a espera de sucumbirmos,
Abismos em nossa frente,
Abismos em nosso lado,
E como no voo livre,
Do pensamento alado,
Somos desafiados continuamente,
A superá-los.
Nem sempre se alcança a vitória,
Por vias fáceis.
A luta a entrega faz parte desta história.
O caminho é permeado por percalços,
Acontecimentos e eventos inesperados,
Que podem surpreender o peregrino,
Na sua jornada.
Entretanto é de real valia,
Manter o foco, não relegar a meta,
Mesmo diante de obstáculos,
Personificados sob a forma de monstros,
Indomáveis.
E acreditar fidedignamente na sua capacidade,
De reinvenção e suplantação das dificuldades.
Desejos ocultos
Somos escravos de nossos desejos mais ocultos,
Verdadeiros zumbis, ávidos por satisfazê-los,
A espreita da oportunidade propícia e letal,
Aonde a circunstância vem ao encontro do desejo.
E esses desejos fielmente enclausurados,
Ficam à surdina a espera, para enfim desabrocharem,
Tomando proporções, deveras avassaladoras,
Tolhendo à própria vontade de suprimi-lo.
E este turbilhão, revelador absoluto da escuridão,
Desconhece regras ou preceitos cerceadores,
Ignora por completo a lógica estabelecida,
E domina como uma moléstia o espírito da pessoa.
Não se pode controlar o dito incontrolável,
Qualquer afirmação neste vago sentido,
Soa como algo infundado e desprovido de significância,
Na realidade o que resta é a veleidade de cada um.
Verdadeiros zumbis, ávidos por satisfazê-los,
A espreita da oportunidade propícia e letal,
Aonde a circunstância vem ao encontro do desejo.
E esses desejos fielmente enclausurados,
Ficam à surdina a espera, para enfim desabrocharem,
Tomando proporções, deveras avassaladoras,
Tolhendo à própria vontade de suprimi-lo.
E este turbilhão, revelador absoluto da escuridão,
Desconhece regras ou preceitos cerceadores,
Ignora por completo a lógica estabelecida,
E domina como uma moléstia o espírito da pessoa.
Não se pode controlar o dito incontrolável,
Qualquer afirmação neste vago sentido,
Soa como algo infundado e desprovido de significância,
Na realidade o que resta é a veleidade de cada um.
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Pensamentos nossos
Em cada retalho de nossa existência,
Encontra-se arraigada uma fração dos pensamentos,
Personificados pelos nossos atos,
Pensamentos estes que representam,
A vivência do eu interior.
E que mergulham nos abismos mais obscuros,
Da imaginação humana.
Nada, nada se compara ao encontrado nestas profundezas,
Onde somente a alma absorta pode atingir.
E num ato contemplativo absoluto,
Maravilhamo-nos com este impávido colosso de emoções.
Não se pode mensurar a frequência e a intensidade,
Da puríssima abstração em que nos envolvemos.
Pelo contrário, transbordam sentimentos variados,
Compositores todos eles,
Desta realidade que vivenciamos dia a dia.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
O espírito do Natal
O consumismo exacerbado marca o natal,
A ostentação da riqueza define a felicidade,
E o ser humano refém deste panorama,
Aliena-se dentro do seu próprio invólucro.
Vende-se a ideia de realização absoluta,
Dada pelo poder de compra das pessoas,
E a sórdida instigação e obrigação sagaz,
Em comprar, comprar... e comprar.
Põe-se a margem o sentimento nobre,
Da partilha, da união, da comunhão,
Do encontro das pessoas e da reflexão,
Em detrimento da felicidade efêmera.
Não se pode negar a relevância da economia,
Importantíssima nesta contemporaneidade,
Motor primevo desta sociedade tecnológica,
Mas carente de valores sentimentais de vida.
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