Pesquisa

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Poderá uma alma habitar dois corpos?

Uma alma poderá habitar dois corpos?
Poderá ela ser o sopro da sedução a dois?
E deleitar-se nos campos da magia imaginativa.

Responder a estes questionamentos é em vão.
Não se tem resposta satisfatória à altura,
Apenas a cumplicidade e a ternura,
De duas pessoas que se dedicam uma a outra,
Sem qualquer convalescência.

Se de fato uma só alma habita dois corpos,
Não temos como saber,
Mas que há sim uma junção, um entrelaçamento a dois,
A dedicação e a preocupação com o outro.
Isso é o amor na sua forma sublime.
E talvez, mas só talvez,
Responda em partes a indagação inicial.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Rastros














Os meus rastros,
Somente meus sutis rastros,
Foram deixados nas areias do tempo.
Representando cada estágio, cada passo da vida.
Em que eu andava com destino ao horizonte infinito.
Rumando para o completo desconhecido.
Aventurando-se nesta viagem que é a existência.

As marcas deixadas, no limbo do passado,
Ficam depositadas no pensamento,
Sob a forma de sensações e emoções,
Personificadas nas boas e más lembranças.
Frutos do que praticamos.

Em certa altura da nossa jornada,
Invariavelmente olha-se para trás,
E de acordo com as marcas deixadas,
Remonta na memória a nostalgia,
Aquela recordação de um passado longínquo,
E recente,
Que não volta mais.

De carta forma recordar faz parte do viver,
Feliz de quem dispõe de memórias para relembrar,
E deleitar-se nos bons momentos que viveu,
E censurar-se quando não agiu com decoro.

A vida da gente é assim,
Feita de inúmeros de intrínsecos detalhes,
Imperceptíveis à dura rotina diária.
Mas, é feita de recordações.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nosso próprio mundo















Queria ter a intensidade das torrentes arrebatadoras do vento,
Para atingir o âmago.
Do manancial inesgotável do sentimento Humano,
E retratar este impávido e insano,
“Mundo”.

Em cada migalha minúscula da existência,
Um verdadeiro mar de sensações,
Onde cada momento é uma emoção,
Distinta.

Cada indivíduo em especial,
É detentor de uma história única,
Um Mundo em particular,
Totalmente seu.

E invólucros em seus castelos,
Edificados solidamente com barreiras abstratas,
O Ser Humano enclausura-se,
Para construir o seu próprio Mundo.

Tateando nas cercanias,
Busca interagir,
E tornar-se “parte” do meio.

sábado, 14 de setembro de 2013

Olhos Insanos



Aqueles olhos insanos que me fitavam,
Corrompiam meus pensamentos todos,
Inebriado pela sua presença instigadora,
Mal conseguia controlar os gestos tolos.

E num toque de mágica dirigi a palavra,
Sons roucos presos na atmosfera gutural,
Tentavam lhe chamar e prender a atenção,
Para meu semblante atônito e anormal.

O sangue percorrendo as artérias,
Em estado completo de ebulição,
Tencionava romper totalmente as veias,
No menor desatino e ínfima distração.

E eu imbuído neste infame corolário de emoções,
Buscava explicação para aquele frenesi interior,
Algo insano que me consumia docemente,
Deixando rastros e marcas de puro amor.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Busquei inspiração em você


Busquei em você a inspiração de viver,
Nos seus abraços o conforto sedutor,
Em que minha alma segura navegou,
Pelos mares longevos do puro amor.

Nos teus olhos a razão do meu sentir.
E uma centelha ardente queimando,
Faz-me recordar a emoção do devir,
A cada instante da sua presença.

A doce sensação de estar contigo,
Alimenta pouco a pouco o sentido,
Seus afagos são mais que o ombro amigo.

E a revigorante brisa matinal,
Traz consigo os sabores do novo dia,
Ao som brando da alentadora melodia.

sábado, 24 de agosto de 2013

Centro-me em você



 Em um curto espaço de tempo perco a noção,
...a noção e a clarividência da minha própria,
Existência.
Como se estivesse sorvido pela sua sensualidade,
Habito um mundo a parte da realidade racional.
E por um momento, sem igual,
Centro-me apenas em você.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Manhãs Cinzentas


As manhãs cinzentas tomam de assalto o coração,
Aquele frio conjugado com a neblina espessa,
Arrebata os sentimentos que borbulham internamente.

E sob as intrépidas sensações,
Somos impelidos a refletir, erigidos com a égide. 
De nossas próprias convicções.

E esta atmosfera ardente, fervilhante,
Nos empurra tenazmente para o abismo,
Da transcendência lúcida,
Ou de uma sã loucura.

Ser senhor do próprio pensamento,
Pode parecer notoriamente fácil,
Uma tarefa deveras alcançável.
Entretanto nem sempre se configura,
Sob este prisma translúcido.

E alojados em nossas próprias prisões,
Tentamos discernir o real do irreal,
O extraordinário do racional,
E em meio a este intrincado arcabouço,
Vivemos,
Embebidos em antagonismos que nos dilaceram.

sábado, 17 de agosto de 2013

Olho pela janela




Olho pela janela e vejo a névoa,
Lá na esquina, vejo pessoas andando deliberadamente para ambos os lados.
Em um emaranhado de trajetórias distintas,
Num sem fim de caminhos.

Os blocos frios de concretos,
Petrificam o ambiente inóspito,
Embrutecendo profundamente as pessoas.

Nas ruas calçadas de pedras úmidas... Irregulares por natureza,
Abarcam os caminhos a serem seguidos,
Em um dia qualquer da infame rotina.

Vias de locomoção,
Rastros imaginários deixados para trás.

Calçadas, canteiros, postes e meios-fios,
Emolduram o retrato ardil. 
Da realidade fria.